Era uma vez uns contos, contos contadores da conta e reconta das contas do contador. Era uma vez uns fados, fados fadadores do fado do fadista. Era uma vez uns contos dos fados do contador fadista. Era uma vez uns contos de fados.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Cão como Nós [Manuel Alegre]
"Não era um cão como os outros. Era um cão rebelde, caprichoso, desobediente, mas um de nós, o nosso cão, ou mais que o nosso cão, um cão que não queria ser cão e era cão como nós."
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Nunca se Perde uma Paixão [Eduardo Sá]
"Nunca estamos preparados para o amor. Porque ele exige muitos momentos de ambivalência, de contradições e interpelações sucessivas até que seja mesmo ... amor. Todo o amor é, de certo modo, o primeiro. Outra vez!
Porque não há nada como nos perdermos em alguém para nos encontrarmos a nós.
E dois mundos que se abrem um para o outro são duas comunidades de experiências e duas multidões de pessoas dispostas a ligar-se.
Como podíamos então, diante de uma complexidade tão significativa de apelos, estar preparados para o amor?"
Porque não há nada como nos perdermos em alguém para nos encontrarmos a nós.
E dois mundos que se abrem um para o outro são duas comunidades de experiências e duas multidões de pessoas dispostas a ligar-se.
Como podíamos então, diante de uma complexidade tão significativa de apelos, estar preparados para o amor?"
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Fingir de Conta
Finjo de conta desconhecer em quantas contas fingidas te finges.
E tu finges de conta que as fingidas contas não são da tua conta.
Ambos fingimos fingir de conta que o fingimento fingido conta.
E afinal de contas, fugimos das contas.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
domingo, 16 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Mal-Entendidos [Nuno Lobo Antunes]
"Para compreender uma criança temos de voltar ao país das memórias, reviver o que ficou para trás, habitar de novo medos de que nos esquecemos. Olhar com olhos de espanto, chamar filha a uma boneca, e replicar o milagre da criação dando-lhe voz. Para a compreender temos de voltar a pele do avesso, reduzir a dimensão do corpo na medida inversa em que cresce o sentimento. Cada criança é uma história por contar. Por vezes o Capuchinho Vermelho perde-se no bosque e não há beijo que resgate à Bela Adormecida."
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